Blog PÓS SEPARAÇÃO

Simone Arruda | Psicóloga
CRPDF 01/13114

Eu casei para ser para sempre

Digo que valeu a pena, não me arrependo de ter casado, de viver o que vivemos, porque eu sinto que evoluí como pessoa e profissional.

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Foi com muita tristeza quando percebi que acabou que não tinha mais como continuar. Não sei quanto a você. Mas eu acreditei que tinha encontrado a pessoa que iria ficar casada até que a morte nos separasse.

E perceber que isso não iria acontecer foi chocante e assustador. Como assim acabou? Nessa hora disparam muitas emoções como culpa, fracasso, tristeza, ansiedade, medo, dúvidas, incertezas e inseguranças.

E agora? Como vai ser? Como terminar? Para aonde ir? Aff! Foi um turbilhão de pensamentos e emoções que me desestruturavam e leva a paralisia, ficar perdida e sem rumo é comum de acontecer nessa situação.

Porque não somos preparadas para separar e sim para casar, ter filhos, construir uma família.

E quando isso não acontece, a culpa e a sensação de fracasso vem, porque acreditamos que isso está acontecendo somente conosco e que foi por falta de competência de manter o casamento. Como se a responsabilidade fosse somente nossa de dar certo, não é mesmo?

E olhando o número de divórcios ocorridos no primeiro semestre de 2021, é possível perceber que separar tem sido mais comum do que imaginamos, e não está acontecendo somente conosco.

Foram 37.083 divórcios, um aumento de 24% em relação ao primeiro semestre do ano passado, segundo dados do Colégio Notarial do Brasil divulgados pelo jornal O Tempo.

Eu não tinha plano de casar, depois que fiquei grávida aos 14 anos, para mim tinha acabado o sonho de casamento, aquilo não seria mais para mim.

Eu passei a acreditar que não iria encontrar alguém que valesse a pena e com isso eu construí um plano de autossuficiência, eu não queria depender de ninguém, queria me bastar, então o meu plano é de ter uma carreira, independência financeira, ter meu apartamento, carro, talvez podia ter um namorado, mas cada um na sua casa.

E quando conheci o meu ex, eu vi nele a pessoa que valia a pena mudar o meu plano, ou melhor, suspender ele, porque eu gostava da ideia de que não tinha desistido do plano original, que eu poderia voltar quando quisesse, apesar de não ser isso que eu quisesse, mas gostava da sensação de segurança, de saber que teria outro plano para resgatar, como eu acabei fazendo, mas não para ser autossuficiente e sim agora ser uma mulher independente sem medo do fracasso.

Digo que valeu a pena, não me arrependo de ter casado, de viver o que vivemos, porque eu sinto que evoluí como pessoa e profissional pelo que aconteceu de bom e ruim. Construímos um legado de ter impactado a vida de muitas pessoas e famílias por meio dos treinamentos que ministramos.

Éramos bem diferentes e isso trazia muitos conflitos, mas também complementariedade já que um tinha o que o outro não tinha, o que reforçava a ideia da cara metade, da metade da laranja, a tampa da panela, o outro tem aquilo que “faltava” em mim, doce ilusão que aprendemos a acreditar.

As diferenças possibilitaram crescimento, porém trouxeram muitos atritos e deixaram feridas que não curaram. Tinha expectativas que em alguns momentos foram atendidas e em tantos outros não. Por que acabou? Era o que muitos perguntavam.

Já que funcionávamos muito bem profissionalmente. Essa pergunta nem sempre é simples de responder, porque acredito que relacionamentos de um certo tempo não terminam por conta de uma grande coisa, um motivo, apesar de parecer, porque tem às vezes um estopim, a última gota d’água que acaba trazendo a percepção que não é para tanto.

E não é mesmo se visto isoladamente, mas um relacionamento termina por vários motivos pequenos, frustrações, coisas não resolvidas, que sozinhos não representam nada, mas juntos inviabilizaram a relação.

Nos distanciamos, acabamos deixando de ser um casal para tornarmos uma empresa. É muito doído chegar à conclusão que acabou, que não tem mais o que fazer.

Que esse ciclo se encerrou e que é necessário deixar para trás e seguir em frente. Não foi uma decisão fácil, nem rápida e nem simples, e nem foi a primeira opção, nem a segunda, nem a terceira.

Foi a última, quando tive certeza que acabou, e não foi por falta de amor, o que fica mais difícil de explicar o termino, pois, se acredita que se há amor há esperança, vale a pena lutar, algo bem romântico né?

Eu quero que você saiba que existem outros motivos que podem levar ao término de um relacionamento como: declínio do desejo sexual, infidelidade, estresse do trabalho que interfere na vida pessoa, dificuldade financeira, criação dos filhos, diferenças de personalidade, expectativas irreais frustradas, objetivos de vida diferente entre outros que mostram que precisa mais de amor para um relacionamento saudável existir.

Vou citar alguns itens que vejo serem necessários para manter um relacionamento: lealdade, sensibilidade, generosidade, consideração, fidelidade, responsabilidade e confiança. Você lembra de mais algum item que é importante ter num relacionamento?

Não me arrependo em nenhum momento, nem um segundo pela separação. Mas ao separar eu não encerrei só um relacionamento, eu encerrei uma certeza que seria para sempre, encerrei aquela vida.

E é doído abrir mão disso, por isso pode ser difícil separar, porque se abre mão também dos projetos, sonhos, certezas sobre o futuro que não irão acontecer.

Por isso respeito quem tem dificuldade de encerrar o ciclo, porém sei que é possível sair dessa situação e enfrentar a tempestade que está por vir e sei que depois virá o arco íris.

Acredito que relacionamentos podem, dão certo, talvez uns por um tempo, outros até o fim da vida. O difícil é aceitar quando não está mais dando certo, e optar por ficar no sofrimento, numa infelicidade só para não abandonar a idealização sobre o casamento. Para mim, fracasso é ficar num casamento que já acabou.

Quero reforçar que nós não somos preparadas para separar e passar por isso pode tirar o chão, e nos deixar sem rumo. Mas saiba que com ajuda e orientação profissional é possível passar por isso e construir uma vida que vale a pena ser vivida na sua plenitude.

Me diga, o que você teve que abrir mão com o término da relação?

Simone Arruda

Simone Arruda

Psicóloga há 16 anos, especialista em pós separação, pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Dinâmica dos grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos.

Sou professora de Eneagrama pela EPTP – Enneagram Professional Training Program, Co-autora do Livro “A Bíblia do Coaching”.

Com mais de 5.000 horas ministrando treinamentos comportamentais e mais de 2000 vidas impactadas

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