Blog PÓS SEPARAÇÃO

Simone Arruda | Psicóloga
CRPDF 01/13114

Será que eu dou uma segunda chance para o ex?

É comum nos términos a tentativa de retomar a relação, o movimento ioiô ou os flashes backs. Esse movimento acaba mais desgastando o relacionamento.

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Separar é difícil, costuma ser uma tarefa árdua, pois ao faze-lo você está encerrando não só um relacionamento, mas uma fase da sua vida.

Você irá abrir mão de outras coisas ao se separar, que muitas vezes realmente compensa pagar o preço, porém, como eu disse, tem um preço.

Esse processo é doloroso e quando estamos no sofrimento a visão que se tem do futuro costuma ser assustadora. Juntando a isso é comum ouvir frases do tipo: “Você vai trocar seis por meia dúzia”,

“Aqui fora tá difícil, ninguém quer um relacionamento”, ai bate o medo de ficar sozinha, de se arrepender e você já começa a olhar o ex de outra forma.

A situação piora quando não se busca construir uma vida interessante, sair, fazer novas amizades, ter novas experiências. As lembranças dos momentos bons que passaram juntos começam a aparecer, nessa hora vem o pensamento: “Até que não era tão ruim assim”, o ex muitas vezes fica também rondando, por perto o é você que fica estalkeando ele.

E a dúvida aparece: “Será que eu dou uma segunda chance para ele?”, “Será que não é melhor dar uma chance para “nós”?”. Isso já aconteceu ou está acontecendo contigo?

É comum nos términos a tentativa de retomar a relação, o movimento ioiô ou se preferir os flashes backs. Esse movimento acaba mais desgastando o relacionamento, porque os motivos que levaram ao término costumam não estarem resolvidos, e os mesmos atritos voltam a acontecer trazendo mais sofrimento, inseguranças, brigas.

Já vi muitos casais ficarem no efeito ioiô, vai e volta de algo que já acabou, mas não querem aceitar. Enfim, as reconciliações não costumam dar muito certo.

Uma pesquisa da Universidade do Kansas mostrou que a maioria dos casais voltam a ficar juntos pelos seguintes motivos:

1 – Acreditar que o outro mudou, o que gera mais ilusão porque não acontece. Só o fato de se separarem não é o suficiente para a mudança do outro. As vezes o que você quer não é possível, que é ele mudar completamente, ser outra pessoa.

Outras vezes, o outro não acredita que precisa mudar. Outras tantas, nem se sabe exatamente o que é para mudar. Promessas também podem motivar a acreditar que tudo vai ser diferente.

Mas quando volta, adivinha o que acontece? Mais do mesmo. Por isso é importante lembrar os motivos que levaram ao término, porque esses motivos estarão lá.

Eu sempre faço com as minhas clientes a lista dos motivos da separação para quando bater a dúvida ela possa olhar essa lista e lembrar porque é melhor continuar separada;

2 – As razões que levaram ao término não estão claras – Um relacionamento não termina do nada, de uma hora para outra, como pode parecer. Ele vai se desfazendo aos poucos, nas discussões, insatisfações, frustrações, nas falhas de comunicação.

Então quando termina não fica claro os motivos do término e com o distanciamento inicial e a abstinência aparece fica a sensação que não era para tanto. Por isso ter clareza dos motivos ajuda a evitar as recaídas;

3 – Quando a decisão foi unilateral. É muito comum esse tipo de decisão. E para quem recebe o comunicado não aceita, acha que não é para tanto, que está exagerando, que é possível continuar, que enquanto há a amor há esperança.

Eu já atendi tanto as mulheres que decidiram terminar quanto aqueles que receberam o comunicado do término.

E quem recebe o comunicado fica sempre se perguntar: “Por que acabou?” e por mais que a outra parte responda nunca é, para ela, motivo suficiente para terminar.

Então a resistência é grande. E com isso a insistência com promessas, disposta a fazer qualquer coisa e a aceitar qualquer coisa para voltar.

Perseguições também ao outro, estalkeando as redes sociais dele e de quem possa interagir com ele. Não parando para pensar sobre o relacionamento em si.

Quando as minhas clientes começaram a olhar a relação perceberam que estava ruim e que os medos e crenças estavam impedindo de enxergar a realidade e aceitar o fim.

Então, vai um conselho da Vennum (pesquisadora da Universidade de Kansas): “Não voltem a ficar juntos”. “Estudo após estudo mostra que, quando nossos relacionamentos são ruins, não funcionamos bem.

Se parecer necessário voltar a ficar juntos, certifique-se de que a decisão seja cuidadosamente considerada por ambas as pessoas e que esforços específicos sejam feitos para estabelecer a clareza.”

Sempre no início do processo terapêutico eu procuro entender os motivos que levaram ao término, como era a dinâmica desse relacionamento e se o relacionamento acabou mesmo, se não tem como reconciliar e trabalhar as diferenças.

Acredito que é importante essa fase para conseguir seguir em frente com firmeza e evitar recaídas e mais sofrimentos.

Então eu vou deixar algumas perguntas para te ajudar a pensar a respeito:

  • Por que terminou o relacionamento?
  • Seja sincera contigo: Você quer voltar por que? Será que é Carência? Ou medo da Solidão?
  • Essa seria a segunda chance? Ou é a terceira, a quarta?

Uma ferramenta que eu gosto muito de fazer é Prós e Contras. Na sessão eu faço essa ferramenta para tratar os prós e contras de continuar o relacionamento e também de separar.

Isso ajudará ter todas as informações no papel e conseguir enxergar o todo. É bom você pedir ajuda a uma amiga para responder isso.

Por você está 100% envolvida pode ser tendenciosa nas respostas, minimizar alguns aspectos, maximizando outros ou desconsiderando alguma informação e essa amiga pode te ajudar a lembrar de algumas informações relevantes.

Agora, apesar de tudo que foi falado acima, você decidir dar uma segunda chance.

A dica que dou é tenham uma conversa clara e objetiva, nada de discursos e monólogos, sobre os pontos de atritos do casal buscando definir ações especificas de mudança e definam um prazo para avaliar novamente o relacionamento.

Outra dica que te dou é fazer terapia, ter o acompanhamento de uma profissional é importante para te ajudar a organizar as ideias, as emoções, a vida daqui por diante.

Simone Arruda

Simone Arruda

Psicóloga há 16 anos, especialista em pós separação, pós-graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Dinâmica dos grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos.

Sou professora de Eneagrama pela EPTP – Enneagram Professional Training Program, Co-autora do Livro “A Bíblia do Coaching”.

Com mais de 5.000 horas ministrando treinamentos comportamentais e mais de 2000 vidas impactadas

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Este blog é dedicado a mulheres que assim como eu passaram ou estão passando pela separação, e de certa forma sofrendo, agora estou aqui para te ajudar a acelerar esse processo sem passar por todo o sofrimento que pode estar te esperando.

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